Ponto de vista
Passou da validade
Software não estraga. Não fica com cheiro ruim, não separa, não muda de cor. Continua exatamente com a mesma aparência do dia em que foi adquirido — mesmo muito depois de ter deixado de ser a ferramenta certa.
Quem trabalha no setor de alimentos e bebidas entende intuitivamente o conceito de prazo de validade. Um produto não se torna inseguro assim que o relógio marca meia-noite. A deterioração acontece de forma contínua, gradual e muitas vezes invisível desde o momento em que ele é produzido. A data impressa na embalagem não indica o instante exato em que algo dá errado. Ela marca o ponto a partir do qual a empresa já não pode mais presumir, com segurança, que está tudo bem. Toda essa disciplina existe por um motivo: a deterioração é silenciosa. E silêncio não é sinônimo de segurança.
Agora aplique a mesma lógica às ferramentas das quais sua equipe depende. Plataformas de compliance também têm prazo de validade. Elas são desenvolvidas para responder ao cenário regulatório de um determinado momento. O problema é que esse cenário evolui — e a ferramenta nem sempre acompanha. E software não dá sinais evidentes de que isso aconteceu. Não há cheiro. Não há separação. Nada muda de cor. A interface continua igual. O resumo chega no horário. A fatura também.
Uma ferramenta adquirida em 2016 para resolver os desafios de 2016 pode continuar operando em 2026 com a mesma aparência de sempre — e oferecendo, com a mesma segurança, respostas para questões que já deixaram de ser as mais relevantes. Esse é justamente o risco. Quando uma plataforma deixa de acompanhar a complexidade do ambiente regulatório, ela não necessariamente para de funcionar. Em muitos casos, continua fazendo exatamente aquilo que sempre fez. O problema é que aquilo que sempre fez já não é suficiente.
Plataformas de inteligência regulatória não vêm com uma data de validade impressa. Por isso, é perfeitamente possível continuar usando uma solução que se tornou obsoleta anos atrás sem perceber — até que os mesmos problemas comecem a aparecer: mudanças relevantes identificadas tarde demais, equipes gastando horas para confirmar informações que deveriam estar claras, análises fragmentadas, excesso de trabalho manual e decisões importantes tomadas com uma visão incompleta do cenário regulatório.
É nesse momento que a diferença entre uma ferramenta que funciona e uma ferramenta que ainda serve ao negócio se torna evidente. Este artigo mostra como reconhecer esses sinais — e as formas concretas, caras e bem documentadas pelas quais uma ferramenta desatualizada pode falhar com uma empresa de alimentos e bebidas.
Não na teoria.
Na prateleira.
1 Um dia, ela foi a ferramenta certa
Comecemos fazendo justiça ao passado, porque isso é importante para o argumento. Quando essas plataformas foram adquiridas, elas resolviam um problema real e urgente: as informações regulatórias estavam dispersas, publicadas em diferentes idiomas, eram difíceis de encontrar e muitas vezes demoravam a chegar às equipes certas. Uma regra podia mudar em um dos mercados em que a empresa atuava e levar meses até que alguém tomasse conhecimento. O risco era concreto, e a solução fazia sentido: criar uma fonte centralizada e abrangente, capaz de ampliar a visibilidade e reduzir drasticamente a possibilidade de uma mudança regulatória passar despercebida.
O problema era a falta de visibilidade. A solução era ampliar a cobertura. Comprar essa ferramenta não foi um erro. Foi uma boa decisão. Mas o problema que justificou essa decisão já foi, em grande medida, resolvido. E quando uma solução continua existindo depois que o problema para o qual foi criada muda, ela não se torna simplesmente neutra. Ela começa a criar novos problemas.
Pergunte a qualquer profissional de Assuntos Regulatórios no setor de alimentos e bebidas o que realmente tira seu sono. Dificilmente a resposta será: “Tenho medo de uma regulamentação mudar e a gente não ficar sabendo.” Hoje, o problema é quase o oposto: quarenta coisas mudaram, trinta e oito não têm qualquer relevância para o seu negócio, e não existe uma forma rápida e defensável de identificar quais são as duas que realmente importam — muito menos de entender o que elas significam para um produto que já está em produção.
O desafio deixou de ser descobrir o que mudou. Passou a ser entender o que essa mudança significa para os seus produtos. Essa distinção é fundamental. Não estamos diante de uma versão mais difícil do mesmo problema. Estamos diante de outro problema. E mais informação não resolve isso.
2 O problema nunca foi a falta de informação
Esta é a parte que deveria fazer qualquer líder de Assuntos Regulatórios parar para pensar. Porque não estamos falando de uma hipótese, nem de um risco que pode se materializar no futuro. Os dados de recall mostram que isso já está acontecendo.
Em 2025, foram registrados 567 recalls de alimentos e bebidas nos Estados Unidos, ante 513 no ano anterior. Desses, 261 foram causados por alérgenos não declarados. Em outras palavras: quase metade dos recalls teve origem em falhas de rotulagem — não em contaminação. Não foi um patógeno. Não foi um corpo estranho. Foi um rótulo que deixou de informar o que precisava informar.
E há outro dado que torna esse cenário ainda mais relevante: os recalls estão ficando maiores, não menores. Análises dos trimestres mais recentes mostram que, nos Estados Unidos, o número médio de unidades afetadas por recall de alimentos quase dobrou, chegando a 57,4 milhões — mesmo com a queda no número total de ocorrências.
Menos recalls. Mas, quando acontecem, atingem uma escala muito maior.
Como acontece um recall por alérgenos
Pense agora em como um recall por alérgeno realmente acontece. Quase nunca começa com algo dramático. E raramente acontece porque alguém desconhecia uma regra.
Uma formulação muda. O fornecedor é trocado. A receita é ajustada. Um ingrediente é substituído. A alteração é registrada corretamente na especificação, porque a equipe é competente e o processo funciona. Mas a arte do rótulo foi criada seis meses antes, está em uma pasta compartilhada e sob responsabilidade de outra equipe.
Ninguém deixou de acompanhar uma mudança regulatória. As regras sobre alérgenos são conhecidas há anos. Todos os envolvidos sabiam o que precisava ser feito. O que falhou foi a capacidade de transformar esse conhecimento em uma decisão aplicada ao produto, no momento certo.
Vale a pena se deter nesse exemplo, porque ele concentra todo o argumento. Não foi uma falha de monitoramento. Nenhuma plataforma de horizon scanning teria evitado o problema, porque não havia nada novo a descobrir. A regulamentação era conhecida. A mudança estava registrada.
A falha aconteceu no espaço entre conhecer uma regra e conseguir determinar, com rapidez e responsabilidade clara, o que ela significa para um produto específico, em uma linha específica, em um determinado momento.
É nessa lacuna que empresas de alimentos e bebidas estão perdendo dinheiro. E é justamente essa lacuna que uma ferramenta desenhada para maximizar cobertura regulatória não resolve — porque nunca foi criada para isso.
Veja onde essa lacuna se encontra em seu próprio portfólio → Entre em contato
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O PROBLEMA |
O que A EMPRESA já sabia |
O que ninguém conseguiu DETERMINAR a tempo |
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Recall por alérgeno não declarado |
As regras sobre alérgenos. Elas são conhecidas e não haviam mudado. |
A formulação mudou. A especificação foi atualizada. A arte do rótulo, criada meses antes e sob responsabilidade de outra equipe, não. |
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Mosaico estadual de regulamentações sobre aditivos |
Que diversos estados haviam apresentado projetos de lei sobre alimentos ultraprocessados e que as restrições a corantes variavam de um estado para outro. |
Se aquele SKU, com aquele corante, poderia ser vendido legalmente naquele estado na data do envio. |
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Informações na frente da embalagem, EUDR, EPR |
As datas e os prazos regulatórios. Eles haviam sido divulgados com antecedência. |
O que aquela exigência significava para um formato específico de embalagem — e se a decisão correspondente havia sido analisada e aprovada. |
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Alegações “naturais” e funcionais |
Que aquela alegação envolvia risco regulatório. |
Se a fundamentação disponível seria suficiente — e quem assumiria a responsabilidade pela decisão caso não fosse. |
Olhe para a coluna do meio. Em todos os casos, a empresa já tinha a informação. Os projetos de lei estaduais eram públicos. As datas de vigência haviam sido divulgadas com antecedência. As regras sobre alérgenos existem há décadas. Alegações de produto são objeto de escrutínio regulatório há anos.
O problema não era o acesso à informação. Era transformar informação em uma decisão aplicável a um produto específico, no tempo que o negócio exige.
E essa distinção importa porque muda completamente a natureza do risco.
A próxima falha de compliance da sua empresa provavelmente não virá de algo que ninguém viu chegando. É mais provável que venha de algo que todos viram chegando — mas que ninguém conseguiu traduzir em uma resposta concreta a tempo.
Por isso, a pergunta não é se a sua plataforma é boa. Ela pode ser excelente no que se propõe a fazer. A pergunta é outra:
O que ela faz resolve o problema que hoje está custando dinheiro para a sua empresa?
3 Como esse risco aparece na prática
Vale a pena traduzir esse risco em termos concretos, porque as consequências não são abstratas — e não levam anos para aparecer.
O recall
Um recall nunca é apenas um problema logístico. Ele exige notificações formais, retirada de produtos do mercado, investigação da causa raiz e documentação das ações corretivas. Em produtos de grande volume, os custos diretos podem chegar a milhões antes mesmo de entrar na conta o valor do estoque perdido. Uma análise do USDA sobre um único recall de carne moída estimou em mais de US$ 97 milhões as perdas indiretas para o setor — considerando apenas a redução nas compras dos consumidores.
E esse é justamente o problema com recalls: o custo não termina quando o produto sai da prateleira.
O varejista
Há também uma consequência que as equipes regulatórias tendem a subestimar — e que as equipes comerciais dificilmente esquecem. Falhas de compliance em rotulagem e embalagem geram chargebacks, entregas recusadas e janelas de lançamento perdidas. Isso fica registrado nos scorecards dos varejistas. E fica na memória dos compradores.
Quando uma marca passa a gerar problemas recorrentes no recebimento de mercadorias, conquistar novos espaços no varejo se torna mais difícil — mesmo quando o produto vende bem. No extremo, há o delisting: a retirada do produto ou da marca do portfólio do varejista. E essa possibilidade é usada regularmente como instrumento de pressão comercial.
A oportunidade perdida
Depois existe um custo ainda mais silencioso: aquele que nunca aparece em um relatório de incidentes. É o produto que poderia ter sido lançado em determinado mercado, mas não foi porque ninguém conseguiu validar uma alegação a tempo. A decisão demorou. A janela fechou. A oportunidade passou.
Nada deu errado. Não houve recall. Não houve produto recolhido. Não houve investigação. A receita simplesmente nunca existiu. E, justamente por isso, dificilmente alguém registra o episódio como uma perda de compliance. Mas foi.
Agora compare essa exposição com o que sua empresa está pagando para se proteger. Plataformas de inteligência regulatória nessa categoria podem custar entre £15 mil e £25 mil por usuário ao ano no segmento intermediário, enquanto contratos enterprise podem facilmente chegar a seis dígitos. É um investimento relevante. Mas a pergunta mais importante não é se esse valor é alto ou baixo. É outra:
Contra qual risco, exatamente, esse investimento está protegendo sua empresa?
Se a resposta for “contra o risco de não saber que alguma coisa mudou”, sua empresa pode estar pagando por uma excelente proteção contra um problema que, em grande medida, já foi resolvido — enquanto permanece estruturalmente exposta ao problema que hoje gera recalls, atrasa lançamentos e impede receita de chegar ao mercado.
Não tem certeza se seu gasto está comprando a proteção certa? Entre em contato.
4 Sua empresa pode se dar ao luxo de continuar assim por mais um ano?
É aqui que a analogia com o prazo de validade se torna especialmente útil. Porque ela revela algo incômodo — e verdadeiro — sobre o tempo: um produto que passou da validade não permanece estável. Ele continua se deteriorando. E, quanto mais tempo passa, maior o risco. Ninguém no setor de alimentos acredita que deixar um produto por mais tempo na prateleira vai torná-lo mais fresco.
Com as ferramentas regulatórias, a lógica é semelhante. E o problema avança em duas direções ao mesmo tempo.
De um lado, o ambiente regulatório continua se fragmentando. Nos Estados Unidos, o mosaico de regulamentações estaduais sobre aditivos está se tornando mais complexo, não mais uniforme. O Texas agora exige advertências na embalagem de produtos que contenham qualquer um dos 44 corantes ou aditivos especificados. A Louisiana exige QR codes que direcionem o consumidor a informações sobre ingredientes. Em um único ano, quinze estados apresentaram projetos de lei relacionados a alimentos ultraprocessados. E tudo indica que esse movimento continuará.
Cada nova regra amplia a distância entre saber o que mudou e entender o que essa mudança significa para o seu portfólio. E é justamente essa distância que a ferramenta atual não foi criada para eliminar.
Do outro lado, a própria ferramenta se torna cada vez mais incorporada à organização. Mais um ano de fluxos de trabalho construídos ao redor dela. Mais um ano de relatórios que pressupõem sua existência. Mais um ano de processos manuais criados pela equipe para compensar aquilo que a plataforma não faz — até que essas adaptações deixem de parecer improvisos e passem a ser vistas como parte natural do trabalho.
O ambiente muda. A dependência aumenta. E a distância entre os dois cresce.
A cada ano, duas coisas acontecem ao mesmo tempo: a exposição aumenta. E o custo da mudança também. Não haverá um momento em que substituir a ferramenta se tornará naturalmente mais fácil. Nem um ano em que mudar custará menos simplesmente porque a decisão foi adiada.
Por isso, a pergunta não é se sua empresa pode se dar ao luxo de mudar. É se pode se dar ao luxo de passar mais doze meses estruturalmente exposta ao tipo de falha que hoje está por trás de quase metade dos recalls do setor — enquanto mantém um contrato de seis dígitos para se proteger de um problema que, em grande medida, já foi resolvido.
Visto por esse ângulo, “vamos avaliar isso no ano que vem” deixa de ser a opção prudente. Pode ser justamente a mais cara.
E esse custo não aparece no orçamento de software. Aparece na prateleira.
“Ninguém neste setor continuaria usando um ingrediente depois da data de validade só porque descartá-lo poderia parecer uma admissão de que foi um erro comprá-lo. Você descarta porque sabe o que pode acontecer se não fizer isso. Curiosamente, usamos um critério diferente para avaliar as ferramentas das quais dependemos para manter nossos alimentos seguros.”
— Nicola Colombo, cofundador da Prodeen
Nicola trabalha neste setor há duas décadas — inclusive durante o período em que ter acesso a um banco de dados maior realmente era a resposta certa. Ele não está apontando o erro de outra pessoa. Está falando de um setor que deixou de fazer uma pergunta básica: Essa ainda é a ferramenta certa para o problema que temos hoje?
“Pergunte o que sua plataforma realmente evitou no último ano. Não o que ela enviou para você. O que ela evitou. Se ninguém souber responder, você provavelmente já tem a sua resposta. E não precisou de uma auditoria para chegar a ela.”
— Nicola Colombo, cofundador da Prodeen

5 Confira a validade
Nada disso exige admitir que a decisão original de compra foi errada. Não foi. Exige apenas aplicar a essas ferramentas a mesma disciplina que o setor já aplica a todo o resto: confira a validade e decida com base no que encontrar.
Quatro perguntas são suficientes para entender onde sua empresa está — e podem ser respondidas em uma tarde.
- O que a plataforma evitou nos últimos doze meses? Não o que ela entregou. O que ela evitou. Se ninguém consegue apontar um exemplo concreto, isso não é uma crítica à equipe. É uma forma objetiva de avaliar o valor que a ferramenta está gerando.
- Quando algo deu errado — ou quase deu — foi porque ninguém sabia ou porque ninguém conseguiu determinar a tempo o que aquilo significava? Na maioria dos casos, a resposta é a segunda opção. E essa resposta revela qual problema sua empresa realmente precisa resolver.
- Quanto da cobertura pela qual você paga corresponde, de fato, aos produtos que vende e aos mercados em que atua? Faça essa pergunta diretamente ao seu fornecedor atual. A forma como ele responde pode ser quase tão reveladora quanto a resposta em si.
- Qual é o prazo para informar que você não pretende renovar? Não a data de renovação, mas o prazo de aviso que vem antes dela — normalmente entre 30 e 90 dias. Cerca de três quartos dos fornecedores de software trabalham com renovação automática, e reajustes de 10% a 20% são comuns. Se ninguém consegue encontrar essa data em menos de uma hora, há uma boa chance de que, neste momento, seja o calendário — e não a sua empresa — que esteja tomando a decisão.
Se as respostas forem tranquilizadoras, renove com confiança. Esse é um resultado perfeitamente válido. E este artigo não pretende sugerir o contrário.
Se não forem, o próximo passo também não é trocar de plataforma com base em uma impressão. É buscar evidências.
A Prodeen realiza uma Auditoria de Cobertura para fazer exatamente isso. Mapeamos o seu portfólio real — mercado por mercado, categoria por categoria — e comparamos esse universo com a cobertura pela qual sua empresa paga hoje. Em seguida, identificamos as lacunas entre receber informação regulatória e conseguir determinar o impacto concreto dessa informação sobre os seus produtos.
A auditoria é realizada enquanto o contrato atual ainda está em vigor, não cria nenhuma obrigação e foi estruturada para produzir uma análise que possa ser levada diretamente ao CFO.
Se os dados mostrarem que a solução atual está bem alinhada ao seu portfólio e aos riscos que sua empresa precisa administrar, vamos dizer isso. E você deve renovar. Preferimos chegar a essa conclusão a conquistar um cliente para quem a Prodeen não seja a solução certa.
Seja qual for o resultado, a análise entrega algo que este setor conhece muito bem:
uma data.
Um ponto concreto a partir do qual tomar uma decisão.
Toda empresa de alimentos sabe o que fazer quando um produto chega ao fim de sua vida útil. A única diferença, neste caso, é que ninguém imprimiu a data na embalagem.
Fontes e leituras complementares
Este artigo baseia-se em dados publicados sobre recalls nos EUA para os anos de 2024 e 2025, em análises regulatórias atuais sobre alimentos e bebidas e em pesquisas sobre compras e organização. Os números relativos aos recalls referem-se aos EUA e são citados como indicativos de um padrão, e não como uma medida global.
- The National Provisioner (2026). “Recalls de 2025: uma retrospectiva do ano.” Registra 567 recalls de alimentos e bebidas nos EUA em 2025, um aumento em relação aos 513 de 2024, sendo que alérgenos não declarados foram responsáveis por 261 casos. Observa que quase metade de todos os recalls em ambos os anos se deve a falhas na rotulagem, e não à contaminação.
- Esko (2026). Análise de 251 recalls de alimentos da FDA de 2025. Descreve a estrutura típica de um recall por alérgeno: uma mudança na formulação, a especificação é atualizada, mas o design do rótulo foi criado meses antes e é gerenciado por uma equipe diferente.
- ProFood World (2026). “Prevenção da Segurança Alimentar: Indo Além da Resposta ao Recall.” Relata aproximadamente 320 anúncios de recalls de alimentos e alertas de saúde pública da FDA e do USDA em 2025, sendo os alérgenos não declarados a principal causa, com cerca de 39%.
- Sedgwick (2026), divulgado pelo MySA. Constatou que o volume médio dos recalls de alimentos nos EUA quase dobrou entre o 4º trimestre de 2025 e o 1º trimestre de 2026, atingindo 57,4 milhões de unidades, sendo que alérgenos não declarados e erros de rotulagem estavam entre as causas mais comuns.
- Serviço de Pesquisa Econômica do USDA. Tendências em recalls de alimentos, 2004 a 2013. Documenta que os recalls por alérgenos não declarados quase dobraram ao longo do período.
- Davis Wright Tremaine (2026). “Atualização Regulatória de Alimentos de 2026: Ingredientes na mira.” Registra que quinze estados dos EUA apresentaram projetos de lei sobre alimentos ultraprocessados durante 2025.
- Skadden (2025). “Negociações na Indústria de Alimentos: Navegando pelas Regulamentações Estaduais e Federais sobre Alimentos.” Descreve o conjunto variável e inconsistente de prazos estaduais de conformidade que os fornecedores enfrentam atualmente, incluindo os rótulos de advertência na embalagem exigidos pelo Texas para 44 aditivos específicos e os requisitos de divulgação por código QR da Louisiana.
- Gibson Dunn (2026). “O ano que se aproxima para alimentos e bebidas.” Observa o aumento dos litígios em torno de alimentos ultraprocessados, alegações funcionais e embalagens.
- MacMillan SCG (2026). “Por que erros de conformidade no varejo estão custando mais às marcas de bens de consumo rápido (FMCG)”. Descreve estornos, entregas rejeitadas e prazos de lançamento perdidos decorrentes da não conformidade com rotulagem e embalagem.
- Staw, B. M. (1976). “Knee-deep in the Big Muddy.” Organizational Behavior and Human Performance, 16(1). Sobre o compromisso crescente com um curso de ação escolhido.
- Pesquisa da Gartner sobre retenção de SaaS, relatando que cerca de 75% dos fornecedores dependem da renovação automática, sendo comuns aumentos de preço na renovação de 10% a 20%.
- Changeflow (2026). Preços de software de inteligência regulatória. Indica cerca de US$ 15.000 a US$ 25.000 por usuário por ano no segmento de médio porte, com contratos corporativos ultrapassando seis dígitos.
